sexta-feira, 16 de maio de 2014

"X-frango" (BB Lanches - Rio de Janeiro, RJ)



Nem só de boemia vive o Rio de Janeiro. Muito pelo contrário. 

Pela manhã, a cidade tem uma energia mais leve, porém tão viva quanto a que apresenta durante a noite e a madrugada. 

O sol e o mar são os parceiros dos que saem para caminhar e praticar esportes tendo como pano de fundo a esplendorosa paisagem da Cidade Maravilhosa. 



Boa opção para forrar a barriga e enganar a fome antes ou depois de um passeio pelo calçadão é o tenro e saboroso X-frango do BB Lanches, no Baixo Leblon. 



Sem pretensão alguma de ser gourmet, tem jeitão e sabor de sanduíche caseiro e vem partido ao meio.



Em meio ao bom pão de leite, o recheio tem dois hambúrgueres de frango cobertos com queijo prato derretido. 



Custa R$9 e é ótima opção para carregar as energias ainda pela manhã. 

Para acompanhar, vale pedir um copo de 330ml com suco de abacaxi e hortelã, por R$7. 



Aberto em 1964, o BB Lanches se tornou uma instituição carioca graças aos seus premiados sucos. Além disso, foi a primeira casa do ramo no badalado Leblon. 

A lanchonete aceita cartões de débito e de crédito e funciona de domingo a quinta, de 9 da manhã as 3 da madrugada. Às sextas e sábados o serviço se estende até às 5 da matina.

Vale a pena pedir um X-frango e uma das dezenas de opções de sucos para saborear sentado no banco de madeira que fica na esquina da rua Aristides Espínola com a Avenida Ataulfo de Paiva, vendo a vida passar.  
Não é uma refeição inesquecível, mas é, acima de tudo, simples e prazerosa. 




BB LANCHES 
Rua Aristides Espínola, 64 - loja A - Leblon 
Rio de Janeiro, RJ
Tel: (21) 2294-1397

sexta-feira, 9 de maio de 2014

"Pataniscas de bacalhau e risoto de camarão" (Pavão Azul - Rio de Janeiro, RJ)



A Meca da baixa gastronomia carioca. 

É assim que muitos consideram o Pavão Azul, boteco localizado em Copacabana que se tornou notório graças às pataniscas de bacalhau e ao risoto de camarão servidos no local. 



Aberto em 1957, o bar tem simplicidade encantadora, que atrai moradores da região e figuras conhecidas, como o diplomata e ministro da Defesa, Celso Amorim, que, na ocasião, se divertia com o leve chope Brahma na tulipa de 300ml, por R$4,50 cada. 



Bem próximas umas das outras, as mesas são concorridas, e vale a pena chegar cedo para experimentar as famosíssimas pataniscas de bacalhau. 

Explica-se: pataniscas se diferenciam dos onipresentes bolinhos de bacalhau por não levarem batata em sua receita. 

Por isso, elas são mais densas e firmes do que os tradicionais bolinhos. 



Pode-se dizer que as pataniscas são bolinhos de bacalhau mais rústicos, puros, sem a batata para ofuscar a presença do peixe. 



O aroma é espetacular e o recheio tem muito, mas muito bacalhau, além de pedacinhos de cebola, que potencializam o sabor e desmancham na boca. 



Bastam dois pingos de azeite extravirgem português para que a felicidade seja completa. 

Um toque de pimenta malagueta também pode ser interessante. Mas não se faz necessário. 



Não é um preparo de fácil assimilação para quem está acostumado com aqueles bolinhos de bacalhau insossos e cheios de batata na massa, que, neste caso, leva ovo, para dar a liga. 

Cada patanisca sai por R$2,30, com pedido mínimo de quatro unidades. 

Vale destacar que elas são fritas somente após o pedido do cliente. Por isso, estão sempre quentinhas. 



O Pavão Azul é frequentado por um público sênior, com idade média de 60 anos. 

E isso é o mais legal, pois não é um bar da moda ou de "azaração". 



Quem quiser se entrosar com fregueses mais jovens pode atravessar a rua em direção ao anexo do bar, carinhosamente apelidado de Pavãozinho Azul. 

Tanto lá quanto no Pavão, muitos passam, tomam um chope, comem uma patanisca ou um pastel de camarão, em pé mesmo, e vão embora.

Pastel de camarão que, aliás, não empolgou. 

Apesar de vistoso, não está no mesmo nível dos encontrados em outros botecos tradicionais do Rio, como no Bar Urca, por exemplo. Falta sabor. 

Cada unidade custa R$2.



Não vá embora do Pavão Azul sem experimentar o risoto de camarão. 

Sobre quase todas as mesas é possível observar uma travessa com a especialidade da casa, que também sai muito para viagem. 



Custa R$30, serve bem duas pessoas e é ótima pedida para o almoço. 



Na verdade, é um arroz tradicional com camarão e molho, pois não é preparado com o grão das variedades arbóreo ou carnaroli e não tem a consistência empapada característica de um risoto.



No Rio é comum chamar de risoto este tipo de preparo, pois a receita é antiga e, até alguns anos atrás, não havia no mercado nacional as variedades de arrozes citadas acima. 

Mas isso pouco importa, pois o prato é excelente. 

Preparado com arroz branco ao dente, leva um ótimo e encorpado molho com pedaços de tomates, cheiro-verde e 20 camarões médios.  



O sabor é de comida caseira, o que torna a experiência mais agradável. 



Apenas dinheiro e cartão de débito são aceitos no local, que funciona de terça a domingo, de meio-dia à meia-noite. 

O Pavão Azul foi eleito por três vezes consecutivas - de 2009 a 2011 - o melhor "pé-sujo" da cidade pelo jornal O Globo. Venceu também o prêmio da revista Veja duas vezes - em 2009 e 2013 - como o melhor boteco do Rio de Janeiro. 

E, pra completar, é patrimônio cultural carioca. 

Viva o boteco, viva o chope gelado, viva a patanisca de bacalhau, viva o risoto de camarão. Viva o Pavão Azul!



BAR PAVÃO AZUL
Rua Hilário de Gouveia, 71 - Lojas A e B - Copacabana
Rio de Janeiro, RJ
Tel: (21) 2236-2381

sexta-feira, 25 de abril de 2014

"Pastel de camarão e caldinho de frutos do mar" (Bar Urca - Rio de Janeiro, RJ)



Imagine tomar uma cerveja gelada com direito a uma das vistas mais lindas do Rio de Janeiro. 

Se o momento for acompanhado por boa comida, então, chega a ser covardia. 



É o que acontece no Bar Urca, às margens da Baía de Guanabara. Ele está cravado numa esquina do tradicional bairro homônimo, a poucos metros da Escola de Educação Física do Exército e próximo ao cassino da Urca e à saudosa TV Tupi. 



Por ali não há garçom. O cliente vai até o balcão do acanhado bar, pega a cerveja e a leva para a "mureta da Urca", onde o som ambiente fica a cargo do canto dos passarinhos e do movimento das águas do mar. 



O atendente abre a conta e anota o consumo numa cartela, na base da confiança mesmo. No final, cabe ao cliente ir até o balcão para pagar. 

Nos dias mais cheios o pagamento deve ser feito antecipadamente. 



Gelada na temperatura ideal, a cerveja Original custa R$10 e acompanha muito bem o ótimo pastel de camarão (R$3 a unidade). 



Quentinho, com massa sequinha e crocante, tem em seu recheio, além do crustáceo, um creme bem temperado com cheiro verde e com um toque de coentro. 







Entre uma cerveja e outra, um atendente chega até a mureta para recolher as garrafas. Ele as coloca numa sacola de pano, dessas que levamos ao supermercado, e volta para o bar. 



É hora de experimentar um clássico da casa: o caldinho de frutos do mar (R$16).

Para manter a temperatura, ele é servido em copo de isopor, com aquela simplicidade que só um boteco pode oferecer. 



Tem consistência perfeita e leva camarões médios, lula e polvo picadinhos. Todos eles em quantidades generosas. 



Por cima, cheiro-verde e, claro, coentro, que combina perfeitamente com preparos deste tipo. 

O tempero do ensopado tem a função de acrescentar, e não de mascarar o sabor dos frutos do mar. 



Cada colherada é uma ode à fartura e ao sabor. E faz-se necessário a utilização de algumas gotas de pimenta malagueta para deixar melhor o que já é espetacular. 

Existe uma versão pequena, que custa R$12,50.





O cardápio ainda oferece itens como pasteizinhos de queijo ou carne (R$2,80 a unidade) e sanduíche de filé com queijo (R$18). 

No andar de cima do "pé-sujo", funciona o restaurante, com cardápio mais elaborado e preços mais salgados. 

Ali a coisa é diferente. Tem mesas e cadeiras, ar condicionado, garçons e até o copo da cerveja muda, pois o tradicional lagoinha, ou copo americano, é deixado de lado. 

Grandes janelas oferecem vista para a mureta e para a Baía de Guanabara. 



Para se ter uma ideia, lá a porção com quatro pasteizinhos de camarão custa R$15 e o caldinho de frutos do mar sai por R$18,50.

É agradável e oferece bom atendimento, mas no nível da calçada, a poucos metros da famosa mureta, é que se encontra o legítimo representante da baixa gastronomia. 



O bar funciona de segunda a sexta, das 7h às 23h. Aos sábados, de 8h as 23h, e aos domingos, das 8h às 20h. O restaurante atende a partir das 11h:30. 

Cartões de crédito e de débito são aceitos. 

Tomar uma cerveja gelada olhando para o mar é um privilégio, e uma visita ao Bar Urca já valeria só por isso. 

Mas ele se mantém como patrimônio cultural carioca e conquista boêmios há 75 anos porque também oferece boa comida.

E só o pastel de camarão e o caldinho de frutos do mar já valem a viagem. 



BAR URCA
Rua Cândido Gaffrée, 205 - Urca
Rio de Janeiro, RJ
Tel: (21) 2295-8744
http://www.barurca.com.br/

sexta-feira, 14 de março de 2014

"Jiló à milanesa com parmesão" (Silvio's Bar - Belo Horizonte, MG)



Um petisco para se comer ajoelhado, rezando. O jiló à milanesa com parmesão do Silvio's Bar merece tal reverência. 

O acepipe em questão pode ser um ótimo começo para quem não gosta ou tem preconceito contra o fruto do jiloeiro. 

Do caminho da cozinha até o simpático balcão em formato de letra U, o queijo parmesão exala inebriante perfume. É o sinal para abir o apetite até dos mais descrentes. 







Responsável pela crocância, o parmesão ralado consegue ser saboroso sem agredir. 



O interior da crosta nos presenteia com a maciez e com a leveza do jiló. A estrela da companhia complementa de forma maravilhosa o que já era bom. 



É uma espécie de nugget vegetariano, frito, com espetaculares camadas crocantes e macias, que vão se alternando a cada mastigada. 



O sal é utilizado com parcimônia, já que o parmesão é um queijo de muita personalidade. Molho de pimenta vai bem. Apesar de que não se deve mexer em time que está ganhando, como diz o velho ditado. 



O espetacular tira-gosto sai por R$19,60. A meia-porção vale R$14,50. 



Para acompanhar, boas pedidas são as cervejas de 600 ml, que poderiam vir mais geladas. 

Skol, Brahma e Antarctica custam R$6 cada. Bohemia, Original, Serra Malte e Heineken saem por R$7,50, a unidade. 

Vale a pena experimentar também a ótima batata 3 em 1 (R$25,50 a porção e R$18,80 a meia-porção). 



O Silvio's é um daqueles botecos de bairro, sem badalação, mas que, ao longo de quatro décadas, conquistou verdadeiros botequeiros. 

E o melhor, o estabelecimento não tem aparelho de televisão. 



Possui serviço de entrega em domicílio e funciona de segunda a sexta, de 17 horas à meia-noite, sendo que a cozinha fecha às 23h:30. Aos sábados, cozinha e bar atendem de meio-dia às 23 horas. 

Cartões de débito e de crédito Visa, Diners e Mastercard são aceitos. 

Portanto, não há desculpa. Vá ao Silvio's e experimente um dos petiscos mais sensacionais da capital mineira.

E tenho dito!




SILVIO'S BAR
Rua Begônia, 199 - Esplanada
Belo Horizonte, MG
Tele-entrega: (31) 3482-3001
http://www.silviosbar.com.br/