
As empanadas mais famosas da Argentina saem da cozinha do tradicional El Sanjuanino, restaurante localizado no bairro da Recoleta.
Recoleta do cemitério mais famoso da América Latina, de incontáveis e arborizados parques, do Malba (Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires) - onde se encontra o "Abaporu", a mais famosa obra da brasileira Tarsila do Amaral - e da Praça das Nações, onde fica a futurística Flor de Aço.

A nobre Recoleta de famosas grifes, da imponente Faculdade de Direito da Universidade de Buenos Aires, de largas avenidas e onde moram os mais poderosos e abastados do país.

Mas nem por isso paga-se muito para comer boas empanadas na região.
Presente em qualquer guia de bares e restaurantes da cidade, El Sanjuanino funciona há mais de 50 anos e já foi destaque até no New York Times.
Entre os nove sabores disponíveis, a empanada de carne picante é a vedete.
Excelente, ela é recheada com carne bovina picada na ponta da faca, ovo cozido, cebola e uma azeitona verde inteira.
O sabor da pimenta se destaca. Por isso não é aconselhável para quem tem intolerância a condimentos fortes.

Outras opções são carne suave, choclo (milho), jamon y queso (presunto e queijo), queso y cebolla (queijo e cebola), verdura (acelga, espinafre, cebola e salsa), napolitana, roquefort e a ótima de pollo (frango).
Cada uma sai a 9 pesos argentinos (R$3,60), e não é muito difícil comer duas ou três delas.

A massa poderia ser um pouco mais firme. Diante disso, não tenho receio algum em afirmar que a empanada criolla (recheada com carne de boi picada na ponta da faca, cebola, azeitona verde e ovo cozido em pedacinhos) da Pizza Sur é do mesmo nível das famosas gran sanjuaninas.
Para acompanhar, uma boa pedida é o vinho da casa, cuja jarra grande sai a 30 pesos (R$12), rende oito copos e deixa duas pessoas bem felizes ainda na metade do pinguim.

Sem pretensão alguma, o vinho é apenas regular, mas vale pela economia. Afinal de contas, com R$6 uma pessoa sai dali flutuando e rindo até "atrás das orelhas".

A jarra média custa 22 pesos (R$8,80), a pequena sai por 17 pesos (R$6,80) e a taça por 14 pesos (R$5,60).
Estes mesmos preços valem para os brancos e rosés da casa.
A carta ainda oferece rótulos que variam de 40 pesos (R$16) a 280 pesos (R$112).
Se a opção for cerveja, a Quilmes 3/4 (600ml) vale 24 pesos (R$9,60) e a garrafa com 1 litro custa 29 pesos (R$11,60).
Estes valores provam que o pão líquido é caro na Argentina, e que o custo/benefício do vinho naquele país é bem melhor.