Desde criança, sempre que vejo programas de turismo chego à conclusão de que o grande barato de uma viagem é conhecer a gastronomia local. Não importa se é no seu estado, no seu país ou em um lugar muito distante.
Desde que pisei no Aeroporto de Guararapes, no Recife, há uma semana, só pensava em duas coisas: fazer um bom show com o Rocknova e experimentar a culinária nordestina, tão pouco conhecida por aqui, devido à escassez de restaurantes típicos em Belo Horizonte.
Pois bem, como aconteceu em Curitiba, achei que não teria tempo para este pequeno deleite, mas graças ao convite de Carola, moradora do Recife e irmã de Xerllez, baixista do Rocknova, fomos almoçar no Bar do Lula antes de pegarmos o voo de volta para a capital mineira.
Desde que pisei no Aeroporto de Guararapes, no Recife, há uma semana, só pensava em duas coisas: fazer um bom show com o Rocknova e experimentar a culinária nordestina, tão pouco conhecida por aqui, devido à escassez de restaurantes típicos em Belo Horizonte.
Pois bem, como aconteceu em Curitiba, achei que não teria tempo para este pequeno deleite, mas graças ao convite de Carola, moradora do Recife e irmã de Xerllez, baixista do Rocknova, fomos almoçar no Bar do Lula antes de pegarmos o voo de volta para a capital mineira.
Bar do Lula
Com mesas e cadeiras de plástico espalhadas por um salão interno e pela calçada, o Bar do Lula fica em uma rua tranqüila, e tem uma simplicidade encantadora. Os garçons são atenciosos e pacientes, sempre dispostos a explicar cada prato do cardápio da casa.
Para proteger os clientes do forte sol que eleva a temperatura à casa dos 40 graus nesta época do ano, um grande toldo cobre as mesas da parte externa. Este conforto foi suficiente para nos encher de coragem para pedir três especialidades da culinária regional: bode guisado, sarapatel e charque.
Todos os pratos do cardápio estão disponíveis em quatro tamanhos. Tem a porção intitulada de tira-gosto, e quantidades para uma, duas e três pessoas, que são acompanhadas de arroz e vinagrete, além de uma guarnição que pode ser fava, pirão e feijão preto ou mulatinho.
Fome e curiosidade foram os elementos fundamentais para pedirmos três porções médias acompanhadas de feijão preto, fava e pirão.
Para proteger os clientes do forte sol que eleva a temperatura à casa dos 40 graus nesta época do ano, um grande toldo cobre as mesas da parte externa. Este conforto foi suficiente para nos encher de coragem para pedir três especialidades da culinária regional: bode guisado, sarapatel e charque.
Todos os pratos do cardápio estão disponíveis em quatro tamanhos. Tem a porção intitulada de tira-gosto, e quantidades para uma, duas e três pessoas, que são acompanhadas de arroz e vinagrete, além de uma guarnição que pode ser fava, pirão e feijão preto ou mulatinho.
Fome e curiosidade foram os elementos fundamentais para pedirmos três porções médias acompanhadas de feijão preto, fava e pirão.
Entrevistando o chef Ivan Leão
Na cozinha, que é aberta e fica à vista dos clientes, o filho do proprietário Lula, Ivan Leão, preparou o bode (R$ 26,50 para duas pessoas) com as partes dianteiras e traseiras do animal, que, de acordo com ele, são regiões de pouco osso e muita carne.
Bode guisado mais vinagrete e arroz
O bode guisado é preparado em um molho à base de colorau, cominho e extrato de tomate. Lembra muito uma rabada, porém o sabor é mais intenso e a carne mais firme. Empolguei-me tanto com essa experiência que até hoje conto a todos que experimentei bode, como se isso fosse algo de outro mundo. De todos, foi o meu preferido.
Charque e fava
O charque (R$ 26 para duas pessoas) já é um conhecido nosso, e no Bar do Lula é assado com tomate, cebola, pimentão e manteiga comum, após a carne seca ser escaldada e ter o excesso de sal retirado. Delicioso!
Sarapatel e feijão enriquecido
Já o sarapatel (R$ 24 para duas pessoas) me impressionou. Talvez eu não fosse um “cabra macho” o suficiente para encarar uma iguaria desse tipo se não estivesse tão longe de casa e com a empolgação de um turista, mesmo tendo ido a trabalho para o Recife.
Digo isso porque o sarapatel é uma iguaria preparada com as vísceras do porco. Rim, traquéia, fígado, coração e pulmões são servidos em cubinhos em um espesso molho preparado com o próprio sangue do animal. Uma espécie do nosso molho pardo, porém na versão suína.
O sarapatel surpreendeu pela maciez, e a textura lembra um pouco a do popular bife de fígado. É um dos mais vendidos do local, confirmando o seu posto de prato símbolo do nordeste brasileiro.
Digo isso porque o sarapatel é uma iguaria preparada com as vísceras do porco. Rim, traquéia, fígado, coração e pulmões são servidos em cubinhos em um espesso molho preparado com o próprio sangue do animal. Uma espécie do nosso molho pardo, porém na versão suína.
O sarapatel surpreendeu pela maciez, e a textura lembra um pouco a do popular bife de fígado. É um dos mais vendidos do local, confirmando o seu posto de prato símbolo do nordeste brasileiro.
Rocknova em merecido momento de confraternização
Os acompanhamentos também têm suas peculiaridades. O feijão preto chega à mesa enriquecido com paio, lingüiça e bacon, o que para nós é uma feijoada. O pirão é apimentado e forte como a culinária local. Já a fava não fez muito sucesso em nossa mesa, apesar de estar bem feita e de me lembrar castanha portuguesa cozida em uma versão mais humilde.
Para acompanhar tudo isso, não podia faltar farinha de mandioca, manteiga de garrafa e molho de pimenta preparado com malagueta ralada, azeite e vinagre.
Definitivamente, foi um almoço “arretado”!
Para acompanhar tudo isso, não podia faltar farinha de mandioca, manteiga de garrafa e molho de pimenta preparado com malagueta ralada, azeite e vinagre.
Definitivamente, foi um almoço “arretado”!
BAR DO LULA
Rua Engenheiro Otávio Arantes s/nº, Box 14 - Imbiribeira
Recife, PE
Tel.: (81) 3428-6017
