quarta-feira, 1 de setembro de 2010

"Pastel de camarão" (Batista Bar - Barbacena, MG)

Este blogueiro abre a matéria pedindo desculpas ao raro leitor por ser um fotógrafo medíocre. Pois creio que as fotos abaixo não conseguirão mostrar o quanto o pastel de camarão do Batista Bar é fabuloso e suculento, se equiparando, inclusive, ao pastel do famoso Belmonte, no Rio de Janeiro.

Localizado em Barbacena e especializado em frutos do mar, o local é simples, e oferece cardápio com 20 opções de refeições e 23 de petiscos. Entre as atrações estão camarão empanado com molho tártaro (R$32 – R$21, a porção reduzida) e camarão ao alho e óleo (R$26 – R$17, a porção reduzida).

Mas é o pastel de camarão o grande sucesso da casa. De tamanho médio e com massa crocante, que lembra aqueles pastéis caseiros preparados pelas avós de muitos de nós, o recheio é composto por fartos camarões médios e carnudos, e por um creme feito pelo próprio crustáceo, cheiro verde e tomates. A unidade custa R$2,50 e vai muito bem acompanhada de um dos cinco rótulos de cerveja 600ml (entre R$2,80 e R$3,80).



Pastel de camarão

Para os que não se deixam seduzir pelo camarão, o pastel de queijo com fundo repleto de palmito sai a R$2,50 e promete agradar. A combinação dos dois ingredientes é capaz de mostrar a muitos que o mundo pode ser um lugar mais alegre e prazeroso.

Pastel de queijo com palmito

Pastéis de bacalhau (R$2,50) e de queijo (R$1,80) completam o grupo.

O sucesso do Batista, como é conhecido na cidade, é tão grande que o bar vai se mudar para a esquina de baixo, em amplo e confortável imóvel.

Funciona de terça a domingo até 1 hora da madrugada. Mas fiquem atentos, pois a cozinha só aceita pedidos até meia-noite.



BATISTA BAR (FRUTOS DO MAR)
Rua Saldanha Marinho, 26.
Barbacena, MG
Tel: (32) 3331-9433


* Veja também: Pastéis diversos (Rei do Pastel) - http://is.gd/eQa79

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

"Fígado acebolado com jiló" (Bar do Pelé - Belo Horizonte, MG)

Bife de fígado acebolado com jiló no Mercado Central: eis um clássico!

Ir ao mercado e não se dar ao prazer desta experiência é mais ou menos como ir a Roma e não ver o papa, como diriam os mais tradicionais.

Todos os botecos do local preparam com muito esmero o fígado com jiló, mas o Bar do Pelé é o local que indico para quem quer desfrutar de um momento prazeroso.



Aberto em 2006, o Bar do Pelé fica na área dedicada às lojas de artesanato, e possui algumas mesas com bancos altos, além de um balcão de canto, posicionado na parede onde está afixado o cardápio da casa.


O clima é o mais descontraído possível, com brincadeiras entre os funcionários e diálogos do tipo: “Pode ficar com ela pra você, se quiseres faço até um lacinho de presente”, em referência à cozinheira do local.

Mas o mercado é isso: gente comum querendo ser feliz, comendo e bebendo bem. Que lugar maravilhoso!
Na estufa, esperando ser transformado em fartas porções, está o campeão de vendas e aclamado bife de fígado (R$13), além de pernil (R$13), lingüiça (R$13), peito de frango (R$13), chouriço (R$13) e contrafilé (R$15).
Enquanto o proprietário Pelé curtia sua folga passeando pelo mercado, o carrancudo, porém mais tarde simpático e atencioso, Luiz Cláudio Ferreira preparava com maestria a porção de fígado.

Temperado inicialmente com alho e sal, o fígado sai da estufa diretamente para a chapa quente e recebe um tempero de ervas finas e tomate seco desidratado.



Este tempero é o segredo do Bar do Pelé, o que diferencia seu miúdo bovino dos outros oferecidos no Mercado Central. Cebola e jiló são fatiados finamente e chegam à chapa no final do preparo.



Outros diferenciais do Bar do Pelé são os chopes Kaiser e Xingu, a R$3, e a cerveja Heineken 600ml, a R$4,50. Constam também no cardápio as tradicionais Brahma (R$4), Skol (R$4), Bavaria Premium (R$3,50), Kaiser (R$3,50) e Bavaria (R$3).

O Bar oferece opções diárias de almoço a R$10, com destaque para o feijão tropeiro nas quartas-feiras, para a rabada com batata às quintas e para a feijoada nas sextas. Existe também a opção fixa, com arroz, feijão, salada, macarrão ou batata frita, que varia de R$8 a R$9, de acordo com a opção de carne.

Funciona de segunda a sábado, das 9 às 18 horas, e domingo, de 9 as 13 horas. Vale ressaltar que há tolerância de uma hora, em relação a estes horários do mercado, para quem já estiver no bar.

Com 81 anos de história, o Mercado Central continua sendo a cara e o ponto de encontro dos belo-horizontinos. O único destaque negativo continua sendo a obrigatoriedade do pagamento para se usar o banheiro (R$0,50), mesmo para quem está consumindo nos bares do local. O problema não é o valor cobrado, mas o abuso que desrespeita quem mantém o mercado vivo até hoje, ou seja, os seus consumidores.




BAR DO PELÉ
Av. Augusto de Lima, 744 - Centro
Corredor K 21
Belo Horizonte, MG
Tel: (31) 9601-0263



NOTAS E ATUALIZAÇÕES DO EDITOR EM 23 DE NOVEMBRO DE 2015

*O Bar do Pelé encerrou suas atividades. 

terça-feira, 13 de julho de 2010

"Tropeirão do Mineirão" (Bar 24 - Belo Horizonte, MG)

Desde o dia em que fiquei sabendo que o futuro do famoso feijão tropeiro vendido dentro do Mineirão está ameaçado, não pensava em outra coisa a não ser fazer um post sobre a mais famosa iguaria vendida em um estádio de futebol no Brasil.

Li no blog Belo Horizonte no Mundial que, com a reforma do Mineirão para a Copa do Mundo de 2014, ninguém sabe se o prato continuará a ser servido, pois os bares da forma como existem hoje vão acabar, e muitas redes de alimentação rápida ocuparão estes espaços.

Portanto, cometeria uma grande gafe se não dedicasse um espaço neste blog ao “tropeirão do Mineirão”, como é popularmente conhecido.

O jogo escolhido foi a decisão do Campeonato Mineiro deste ano, entre Atlético e Ipatinga.

Como a procura por ingressos foi muito grande, só consegui comprar entrada para o portão 6, que dá acesso aos espaços onde costuma ficar a torcida do Cruzeiro.

O estádio é separado por setores desde 2004, e por isso fiquei impossibilitado de me esbaldar no aclamado tropeiro do Bar 13.

Pois bem, quando entrei no estádio, faltando cerca de uma hora e meia para o início da partida, subi as escadas e saí em frente ao Bar 24.

Apesar de não conhecê-lo - pois a primeira opção de todo atleticano é ficar no lado oposto, com entradas pelos portões 9 e 12 –, não poderia abrir mão de um hábito que mantenho desde 1992: comer um belo prato de feijão tropeiro antes de ver o Galo.

Como não havia almoçado ainda, não pensei duas vezes e me dirigi ao bar à procura de felicidade.



O feijão tropeiro do Mineirão é um verdadeiro PF. Custa R$7 e chega em prato de plástico, acompanhado de arroz, couve, torresmo, ovo frito e bife de lombo coberto por um espesso e saboroso molho de tomates.

O molho é preparado no próprio bar com pedacinhos de tomates, e tem a função de dar mais suculência ao prato, não deixando que a comida fique muito seca e de difícil digestão.

É comum que ele acabe em determinada parte do jogo. Por isso, a dica é sempre almoçar ou jantar antes da partida, quando os ingredientes estão no auge de seu frescor.

Acreditem se quiser, mas o bife de lombo é um dos mais macios e bem temperados de que se tem notícia na baixa gastronomia da capital mineira. E a couve é servida como salada, quer dizer, é crua e bem temperada.




Para comer esta iguaria, você tem que estar no clima e familiarizado com o ambiente festivo. Ou seja, deve abstrair o fato da colher ser de plástico e de não haver faca.

Por isso, o que se vê muitas vezes são as mãos e os dentes fazendo as funções de garfo e faca para cortar o bife.

É algo que ninguém faria em casa e muito menos em público, mas há no estádio uma licença silenciosa para se cometer uma falta de educação como esta.

Mas vale a pena experimentar, pois o tropeiro é muito saboroso e preparado pelas hábeis mãos de cozinheiras experientes.

A junção de todos estes fatores faz com que o Mineirão se torne o melhor lugar de Belo Horizonte para se apreciar esta especialidade típica de Minas Gerais.

Para acompanhar, a sugestão é refrigerante (R$3 o copo com 300ml), já que está proibida a venda de bebidas alcoólicas dentro do estádio e em seus arredores.

Há mais de 40 anos, o “tropeirão do Mineirão” é sagrado para muitos torcedores, faça chuva ou sol, faça frio ou calor.



Vale destacar que os melhores tropeiros são encontrados dentro do estádio, e não nas barraquinhas que ficam no entorno do local, onde muitas vezes as comidas não são bem acondicionadas.

Minha torcida agora é para que não acabem com a venda do feijão tropeiro, do sanduíche de pernil e da porção de torresmo após a reforma do Mineirão. Seria uma afronta aos costumes e à tradição mineira termos que nos contentar em engolir rações produzidas pelas grandes cadeias de fast food.



Ah, e se alguém ficou curioso para saber o resultado do jogo, o Atlético venceu por 2 a 0 e foi campeão mineiro pela quadragésima vez em sua história.




ESTÁDIO GOVERNADOR MAGALHÃES PINTO (MINEIRÃO)
Av. Antônio Abrahão Caram, 1001 - Pampulha
Belo Horizonte, MG

domingo, 13 de junho de 2010

"Fiori com molho à bolonhesa e calabresa" (Rolando Massinha - São Paulo, SP)

Mais uma vez o Rocknova trouxe sorte a este blogueiro, e vou explicar ao raro leitor o motivo desta afirmação.

Chegamos a São Paulo para nos apresentarmos no Golfest, evento promovido pela Volkswagen em comemoração aos 30 anos do carro Gol, que aconteceu no Sambódromo do Anhembi, e que também teve Titãs e Arnaldo Antunes como atrações.

Na noite anterior ao show, saí da casa de nossos amigos catarinenses da banda Aerocirco em busca de uma padaria em que pudesse lanchar antes de dormir, mas sem esperanças de encontrar algum lugar que se encaixasse nos critérios do blog.

Pois bem, ao descer a Rua Caiubí, onde está localizada a Aerocasa, no bairro Perdizes, sob uma fina garoa paulistana, não andei mais do que 100 metros até me deparar com uma Kombi branca ano 1996, adaptada para ser uma cozinha, com fogão industrial, pia de mármore e azulejos, onde as especialidades são as massas frescas. Ou seja, estava diante de uma autêntica cantina italiana sobre rodas.

Não tive outra reação a não ser chegar mais perto e puxar papo com o simpático, brincalhão e vendedor nato Rolando Vanucci, que com o tempo se tornou o Rolando Massinha, mesmo nome de seu carrinho.

Rolando Massinha posa ao lado de sua "cantina sobre rodas"

Há três anos, de segunda a domingo, inclusive nos feriados, a partir das 19 horas, Rolando estaciona sua perua na esquina da Rua Caiubí com a Avenida Sumaré, coloca seu avental de chef, distribui mesas e cadeiras de plástico embaixo do toldo de uma loja de lingeries, e prepara diariamente cerca de 40 pratos de 250 gramas cada, compostos por uma massa, um tipo de molho e duas fatias do pão italiano preparado na tradicional padaria São Domingos, localizada no bairro do Bexiga e que em 2013 completa cem anos de existência.

São 11 opções de massas caseiras pré-cozidas, que são aquecidas em água fervente no momento em que o cliente faz o pedido. Entre elas estão o nhoque de mandioquinha, o fettuccine de espinafre, o capeletti de carne, o ravióli de frango e requeijão e, é claro, o espaguete, com preços que variam de R$10 a R$15. Os molhos estão disponíveis em três sabores: ao sugo, bolonhesa com calabresa e quatro queijos.

Cardápio ilustrado auxilia o cliente a escolher sua massa

É Rolando Massinha quem escolhe o meu prato, o fiori recheado com muçarela e orégano e coberto com molho à bolonhesa com calabresa (R$13). O fiori é uma espécie de ravióli em formato de meia-lua, e o molho que o acompanha é intenso, presente, de muita personalidade, sendo picante na medida certa. O segredo está na combinação dos ingredientes e dos temperos. Noz moscada, pimenta calabresa, alho, pimentão vermelho e azeitonas verdes se misturam harmoniosamente com o molho de tomate Pomarola (sim, é molho enlatado, mas não parece), com a carne bem moída e com a lingüiça calabresa, que tem o seu diferencial no fato de ser curtida em vinho tinto. Este molho é o grande hit do local. Rolando, inclusive, o preparou no programa Mais Você, apresentado por Ana Maria Braga.

Fiori recheado com muçarela e orégano. Coberto por molho à bolonhesa com calabresa

O molho ao sugo é preparado da mesma maneira, porém sem o uso de carne bovina moída e de lingüiça calabresa.

Sobre as mesas ficam queijo parmesão ralado de boa qualidade e o honesto e tradicionalíssimo azeite Gallo. Ou seja, o necessário para acompanhar a massa.

Com clientela familiar, a limpeza do local impressiona, e a qualidade das refeições não deixa nada a desejar a bons restaurantes e cantinas, com a vantagem do preço e do atendimento de Rolando, que em poucos minutos já trata os clientes como velhos amigos. Em breve, ele pretende oferecer um serviço de entrega em domicílio.

O pernambucano Rolando Vanucci foi para São Paulo ainda criança e morou durante cinco anos em Belo Horizonte, onde passou dificuldades e chegou a dormir na rua, mas onde também aprendeu a preparar o seu famoso molho à bolonhesa com calabresa.

Hoje ele vive com mais estabilidade, e graças à qualidade de suas massas é figurinha carimbada em programas de televisão e em matérias de jornais e revistas importantes.

A informalidade é o grande barato do local, e se você estiver passando pela esquina da Rua Caiubí com a Avenida Sumaré, com certeza irá avistar uma Kombi. Passe por lá e tente responder à pergunta que Rolando Massinha fará a você: "E aí, já experimentou um molho melhor que este?".

ROLANDO MASSINHA
Esquina de Avenida Sumaré com Rua Caiubí - Perdizes
São Paulo, SP

terça-feira, 13 de abril de 2010

"Pernil e charuto mineiro" (Barbazul - Belo Horizonte, MG)


Pernil é uma das comidas prediletas de várias pessoas com quem converso diariamente. Aqui em Minas, esta carne é o acompanhamento ideal de clássicos como tutu e feijão tropeiro, recheia pães de queijo e está presente também na feijoada.

Na busca pelo pernil perfeito, tive a oportunidade de comer novamente o preparado no Barbazul, tradicional boteco no bairro Funcionários onde grande parte da clientela é composta por jornalistas e profissionais liberais que trabalham na região.

As peças são servidas às terças e sextas-feiras e não duram muito tempo no balcão do bar, comandado pelo simpático José Márcio Ferreira, o Marcinho, que circula incansavelmente entre as mesas da mesma maneira que fazia nos tempos em que era garçom da Kentucky Lanches, até assumir o comando, em 1993, e batizar o estabelecimento com o nome atual.

Pernil recém saído do forno

Pois bem, a porção de pernil (R$17) chega à mesa regada com o delicioso molho preparado com o próprio caldo que a carne solta durante o tempo em que assa no forno. O segredo é a retirada dos excessos de óleo e gordura e o toque de shoyu, o que faz com que o molho não se sobreponha e complemente com perfeição o sabor do porco.

Os pedaços de carne, macios e corretamente temperados, são cortados grosseiramente, servem de três a quatro pessoas, e podem ser acompanhados de pão francês fatiado (R$1 a unidade). A meia porção sai a R$10.

O pernil do bar do Marcinho, como também é conhecido o Barbazul, faz tanto sucesso que até o cantor e compositor mineiro Beto Guedes se rende ao seu encanto ao buscar sorrindo duas porções para viagem.

Vale destacar que este nobre corte do porco pode ser encomendado com antecedência ao preço de R$28 pelo quilo depois de assado.

Porção de pernil

E por falar em tira-gosto, o Barbazul é um dos melhores da cidade neste quesito. Além das 19 opções fixas, oferece um cardápio variado de petiscos especiais a cada dia da semana. A cozinha prepara três pratos diferentes de segunda a sexta, com exceção de quarta-feira, quando as opções sobem para quatro.

É neste dia que servem língua ao molho (R$14 a porção; R$8 a meia-porção), carne de panela, preparada com maçã de peito (R$14 a porção; R$8 a meia-porção), rabada com mandioca e agrião (R$17 a porção; R$10 a meia-porção) e mexido (R$9 a porção; R$5,50 a meia-porção).

O curioso é que o dia foi apelidado de “quarta sexy” graças às carnes das três primeiras opções citadas acima. O apelido foi dado em tom de brincadeira pelo jornalista Carlos Gropen quando a redação do Estado de Minas saiu da Rua Goiás, no centro, para se instalar na Avenida Getúlio Vargas, quase em frente ao Barbazul.

Na segunda-feira, o destaque fica por conta do lagarto recheado (R$17 a porção; R$10 a meia-porção), e na quinta as atenções voltam-se ao feijão tropeiro, oferecido em três tamanhos: meia-porção (R$5,50); porção (R$9,90) e tropeirão (R$14,90).

Mas a terça-feira ainda reserva uma grande surpresa a desavisados como eu. É o charuto mineiro, que apesar de ser um coadjuvante do famoso pernil, não deixa nada a desejar a quem se dispõe a experimentá-lo.

Charuto

Preparado com arroz e muita carne moída envoltos por repolho, o charuto chegou à mesa bem quente e coberto com uma generosa quantidade de molho de tomates. O tempero estava perfeito. Tinha o frescor da hortelã, o aroma do cheiro-verde, o sabor da carne e a presença do molho em sublime harmonia. A unidade é bem farta e custa R$4,50. É um tira-gosto primoroso. Dobradinha com feijão branco (R$14 a porção; R$8 a meia-porção) é a outra opção do segundo dia útil da semana.

O cardápio da casa ainda lista PFs no almoço e no jantar, sanduíches, salgados e 15 tipos de espetinhos, entre eles o misto, composto por salsichão e muçarela, a R$4,80, e o de provolone com abacaxi, que é o mais caro deles e custa R$8.

Com mesas espalhadas pela calçada e pelo salão interno, onde existe um balcão, como todo boteco que se preze, o Barbazul tem uma das paredes decorada com mais de mil garrafas de cachaça, bebida que é uma das vedetes do cardápio, que lista 60 rótulos com preços que variam de R$1,50 a R$15 a dose.

Cachaças decoram o bar

Destilados, uísques, vinhos, drinques e cervejas completam a parte do cardápio dedicada às bebidas.

Cheques são recusados e cartões Visa e Mastercard são aceitos. Funciona de segunda a sábado, de 8 horas até a saída do último cliente.

Mas atenção, a cozinha encerra os trabalhos à meia-noite. Portanto, chegue um pouco antes da mudança de dia se quiser saborear as especialidades do local.

BARBAZUL
Av. Getúlio Vargas, 216 - Funcionários
Belo Horizonte, MG

Tel: (31) 2535-3527

http://www.barbazulbh.com.br/


* Atualmente, os preços do Barbazul são os seguintes: pernil (R$18,90 a porção; R$13 a meia-porção e R$35 o quilo para encomenda). Língua ao molho e carne de panela (R$16 a porção; R$10 a meia-porção de cada). Rabada (R$19,90 a porção; R$12 a meia-porção). Mexido (R$11 a porção; R$7 a meia-porção). Feijão tropeiro (R$7 a meia-porção; R$11,90 a porção; R$16,90 o tropeirão e R$24,90 o super tropeiro). Charuto mineiro (R$5,50 a unidade). (Preços atualizados neste blog em 22 de junho de 2011)

domingo, 21 de fevereiro de 2010

"Tutu à mineira com linguiça" (Panela de Minas - BR 040)


"Servimos uma comida rudimentar, simples". Assim Domingos Sávio define o Panela de Minas, restaurante de sua propriedade localizado em Correia de Almeida, distrito de Barbacena.

Funcionando em um antigo casarão, aberto e ventilado, o restaurante serve comida mineira clássica. Portanto, não procure algo muito diferente de feijão tropeiro, tutu, frango com quiabo ou ao molho pardo, porque você não irá encontrar.

Logo na entrada, queijos, goiabadas, fubá, linguiças e cachaças estão expostas e à venda.

Nos fundos do terreno fica a horta, que pode ser observada pelos janelões. É de lá que sai a deliciosa couve servida como acompanhamento dos pratos.

Para começar, é servida uma porção de crocantes torresmos por cortesia da casa. Após alguns minutos, ela se transformou em duas.

Como prato principal, tutu de feijão escoltado por arroz branco, linguiça fina, couve, ovo frito e salada de tomate e alface.

As porções chegam separadas em cumbucas e vasilhas e servem facilmente duas pessoas. Tudo isso a R$10 por cabeça.

Essa fartura abre a possibilidade para que todos da mesa experimentem os outros pedidos. Quer dizer, todo mundo fica satisfeito e não há espaço para o "olho gordo" no prato alheio.


O tutu chegou à mesa na consistência correta: nem muito batido e fino, nem uma pasta de feijão muito grossa.

Tudo sob a supervisão de Domingos, que, de bermuda e chinelos, faz questão de passar nas mesas para saber se tudo corre bem. O clima é de cozinha de fazenda.

Cordial, o próprio Domingos abre o freezer e apresenta o Guaraná Príncipe Negro, refrigerante famoso e venerado na região de Barbacena, onde é produzido.

O líquido, de coloração amarela escura, vem envasado em garrafa de cerveja de 600ml e custa R$1,50.

Mais doce que o guaraná tradicional, lembra o Guarapan (refrigerante fabricado em Belo Horizonte e que marcou época), porém um pouco menos adocicado.



Como os pratos são fartos, tive a oportunidade de experimentar o bem temperado feijão tropeiro e o correto frango ao molho pardo, iguaria que exige uma certa habilidade no preparo.

Proporcionando sabor e ambiente rurais, o Panela de Minas é freqüentado basicamente por famílias em busca de comida farta e de qualidade a preços honestos.

Para quem estiver na região, vale a pena passar uma tarde no restaurante, onde a trilha sonora fica a cargo dos passarinhos e a comida sob os cuidados de habilidosas mãos.

Fica como dica para os que voltam de carro do Rio de Janeiro. Garanto que o restante da viagem será agradabilíssimo. Basta não exagerar na "dose".

PANELA DE MINAS
Br 040 - km 720 - Correia de Almeida
Barbacena, MG

Tel.: (32) 3330-9195

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

"Frango com quiabo e angu" (Imperium Bar - Belo Horizonte, MG)

Antes de voltar das férias de final de ano que tirei aqui do blog, andava pensando em qual tema abordar, em qual prato experimentar, em o que escrever para começar 2010 com o “pé direito”.

Pois bem, refletindo sobre a grande quantidade de rodízios e self-services que encontramos em cada rua, em cada quarteirão, me entristeci ao concluir que o bom e velho PF está a cada dia mais fora de moda.

Mas, para nossa sorte, ainda há ótimas opções de restaurantes e bares que servem comida caseira e que cobram preços honestos por isso.

Foi assim que redescobri o Imperium Bar, no Mercado Distrital do Cruzeiro. Nos tempos de faculdade não abria mão do belíssimo feijão tropeiro com lombo assado, servido às quintas.

Para minha sorte, a segunda-feira é dia de frango com quiabo e angu, acompanhados de arroz, feijão e salada de alface e tomate. O prato custa R$ 6 e a comida é bem feita e simples, às vezes lembrando até a cozinha da nossa mãe.




No prato, um bom pedaço de frango dividia espaço com o quiabo, que não estava babando. Melhor assim. O tempero estava correto, e se viesse um pouco mais de comida não acharia ruim.

Terça-feira é dia de tutu à mineira com linguiça defumada, arroz, ovo cozido e couve, também a R$ 6.

Na quarta, as opções são rabada com batata cozida (R$ 7) e dobradinha à portuguesa, preparada com paio e bacon (R$ 6).

A atração das sextas e sábados é a feijoada, o mais brasileiro dos pratos, acompanhada de arroz, farofa e couve.

Como se vê, o cardápio é quase todo dedicado à culinária mineira, e o ambiente é muito agradável, com uma extensa varanda e uma bonita vista da cidade, ideal para reunir os amigos ou a família numa tarde de sábado.




Para os que não querem se esbaldar com estas opções, há o prato executivo, servido todos os dias e composto por arroz, feijão, espaguete, uma carne (que pode ser cozida ou bife de boi, porco, frango e fígado) e salada de alface e tomate a R$ 7.

No cardápio há também 14 opções de tira-gostos, servidos em meias ou porções inteiras, sanduíches, cachaças e nove rótulos de cervejas nacionais em garrafas de 600 ml, que variam de R$ 2,80 (Bavária clássica) a R$ 4 (Serra Malte, Original, Brahma Extra e Bohemia).

Vale destacar que o Imperium Bar aceita cartões Visa e vale refeição e funciona todos os dias da semana.

Naquela segunda-feira, saí de lá com a sensação de que o PF pode até estar em baixa, mas que ainda não morreu.


IMPERIUM BAR
Rua Ouro Fino, 452 - Lojas 09 e 26 (Mercado Distrital do Cruzeiro)
Belo Horizonte (Minas Gerais)
Tel: (31) 2535-8897